TREINAMENTO PARA PROVAS FUNCIONAIS
O treinamento para provas funcionais consiste em apresentar
o percurso ao cavalo, inicialmente ao passo reunido ou
médio, seguindo-se o treinamento ao passo alongado. Quando o
cavalo concluir adequadamente o percurso, deve ser
solicitada a marcha curta, seguindo-se a média e a alongada.
O galope, em velocidades progressivas, somente deve ser
solicitado quando o animal estiver executando o percurso
corretamente ao passo e marcha. Geralmente, o grau maior de
dificuldades será na conclusão correta dos saltos, que em
hipismo rural são sobre fardos de feno ou tambores,
volteios de 360 graus em balizas e tambores e o recuo.
Para o treinamento de provas funcionais é essencial
que o cavalo esteja executando adequadamente todos os
andamentos naturais, variações de velocidade, transições,
esbarro, arrancada e recuo. Este aprendizado deve ser
consolidado antes de se apresentar os percursos de provas
funcionais ao animal. Primeiro, devem ser ensinados os
exercícios mais fáceis no percurso.
Diversos sinais emitidos pelo cavalo podem auxiliar a
condução do treinamento no haras, na apresentação e
avaliação em julgamento.
Orelhas voltadas para trás: é o sinal mais evidente de
raiva, intenção de morder, escoicear, manotear, corcovear;
Orelhas permanentemente móveis: indicativo de cavalos
muito ativos, árdegos, briosos, nobres, mas também pode ser
temperamento nervoso, associado à má índole;
Orelhas caídas: cansaço, sonolência, doença ou quando
recebem sedativos fortes;
Orelhas rígidas: quando recebem estimulantes muito fortes
(dopping);
Apenas uma orelha voltada para o lado: apreensão,
insegurança, receio
Olhar sem brilho: fadiga, doença;
Olhar fixo, com orelhas armadas: algo desperta a atenção,
podendo gerar curiosidade ou medo;
Cauda erguida: sinal de excitação, reserva acumulada de
energia;
Cauda agitando ( cabear ): sinal de inquietação,
temperamento nervoso, dor;
Cauda estirada ( cambitar ): pode ser fadiga ou má posição
natural da cauda
Cauda em arco: excitação, alegria;
Cauda em arco invertido: cavalos árdegos, briosos;
Cauda contraída: medo ou dor
Cauda enrolada, lançada sobre o lombo: alegria ou
excitação
Movimentos elevados dos membros: sinal de excitação;
Abrir e fechar a boca e/ou bater lábios: vício ou sinal de
rejeição à embocadura;
Oscilação da cabeça: rejeição à embocadura, temperamento
nervoso;
Passo retraído: pode ser indicativo de desequilíbrio
dinâmico (desvio grave de aprumos) ou de inquietação,
excitação;
Sudorese excessiva: fadiga, condicionamento físico
inadequado;
Suor de coloração branca leitosa: pode indicar
condicionamento inadequado;
Baixar cabeça: fadiga;
Encapotar: flexão excessiva da nuca, baixando a cabeça,
geralmente é indício de rejeição à embocadura ou de um
efeito de embocadura severa;
Pendular cabeça: inquietação, temperamento indócil
Elevar a cabeça: rigidez na nuca, rejeição à embocadura ou
o próprio efeito elevatório da embocadura.
CONSIDERAÇÃO FINAL – A QUALIDADE DE UM CAVALO ATLETA ESTÁ EM
SEUS CASCOS, APRUMOS, ESTRUTURA, CORAGEM, BRIO,
TREINABILIDADE, DOCILIDADE. Cabe ao treinador a obrigação de
respeitar as individualidades e explorar o máximo do
potencial de cada animal. O animal deve ser adestrado para
qualquer pessoa montar
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