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EXISTE UMA HISTÓRIA

O precursor da criação de cavalos Campolina sufixo “Bandarra” foi Claudemiro Bastos de Sant'ana, nascido em 27/06/1902 e falecido em 24/12/1961. Tudo começou quando tinha apenas 12 anos de idade. Escondido dos pais ( Manoel Sant'ana X Evangelina Bastos Sant'ana), já demonstrando espírito empreendedor, deixou a escola, montou uma mula cargueira e foi ajudar a conduzir a tropa do “tio Salu” da cidade de Cachoeira para Santo Estevão, percurso de 30km. Foi seu primeiro pagamento. Conseguiu comprar a primeira mula aos 13 anos de idade, chegando a possuir duas tropas completas, de dez animais cada. E assim, ganhou a vida como tropeiro, negociando, principalmente, com fumo, e outros produtos agro-industriais, transportados do município de Santo Estevão para outros centros consumidores da região, a exemplo de Cruz das Almas, Cachoeira, Castro Alves, Muritiba, São Felix. Tropeiros famosos trabalharam para Claudemiro Sat'ana, tais como Gracindo, Pedro Casa Grande, Jose Bispo Aragão, Jose Tropeiro, Eusébio. Com o incremento dos negócios, começou a comprar fazendas. A primeira foi a de nome Gonzaga, onde passou a residir após o casamento com “D. Mariazinha” em 1937. Esta, era filha do Cel. Jose Gomes ( conhecido como “Jose do Morro ), conhecido fazendeiro na regiao de Santo Estevao. Em seguida, comprou as fazendas “Viração”, Bela Vista, Rebouças e Monte Alegre. Esta ultima, passou a ser conhecida como “Baixa da Égua”, famosa por alojar em seus pastos de baixada belissimas éguas de grande porte, eximias marchadeiras, de origem Campolina, compradas produzir muares de melhor qualidade e, posteriormente, cavalos que se tornaram notórios na região. De fato, as tropas de Claudemiro Sant'ana eram diferenciadas.
Esse plantel de éguas de boa qualidade para a época, produzido nas Fazendas Gonzaga, Viração, Bela Vista, Monte Alegre e Rebouças ( parte desta integrada hoje à Fazenda São Luiz, também pertencente à família), deu origem a um grande numero de muares e de cavalos de excelência, seja pelo porte, a marcha, lida de campo, a exemplo das famosas mulas “Estrela”, “Fidalga” e “Boa Dama”, assim como dos cavalos de prestigio regional, dos quais destacaram-se “Granfino”, “Bom Sinal”, “Calhamaço”, “Cadilac”, “Kodak”.
Em 1950, Claudemiro Sant'ana adquiriu o primeiro caminhão para fretes, mas continuou o trabalho com as tropas, porem em distancias menores. Acima de tudo, nutria grande amor pelas tropas. Em 1961, abalado por duradoura enfermidade, resolveu vender o remanescente da tropa, mas não para a região de Santo Estevão, pois não queria ver seus animais mal tratados, especialmente suas duas mulas de maior estimação, de nomes “Boa Dama”, pura de marcha picada, e “Estrela”, famosa pela beleza, porte imponente e espertezas. Vendeu a tropa para um comerciante de Alagoas, conhecido como “Filhinho”. Misteriosamente, após chegar em Alagoas, a mula “Estrela” desapareceu. Há quem disse na época te-la visto vagando pelos pastagens de Santo Estevão ...
Seguindo esta tradição familiar, no final dos anos 80, Roque Santana, o filho mais velho de Claudemiro Sant'ana, adquiriu um cavalo da raça Campolina, de nome Santa Maria Comanche, exímio marchador e detentor de prestigiosos prêmios de marcha. Foi o ponto de partida da segunda fase da criação de cavalos da família. A partir de então, Roque e seu irmão mais novo, Claudemiro Filho, optaram por uma seleção criteriosa, passando a adquirir animais de origem mais gabaritada da raça Campolina no pais. O garanhão Boeing do Bandarra, duplamente campeão de marcha em Alagoas e Bahia, é um dos resultados bem sucedidos dessa nova geração.
O Haras Bandarra encontra-se alojado na belíssima fazenda São Luiz, tendo grande parte das terras as margens da represa “Pedra do Cavalo”. Parte das terras da Fazenda São Luiz foram propriedade do genearca Claudemiro Bastos de Sant'ana |