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Aspectos da conformação e andamento afetando o desempenho nos enduros


 Existem diferenças morfológicas marcantes entre raças e indivíduos dentro de uma mesma raça, como resultado dos efeitos de seleção visando a produção de cavalos aptos para executarem funções específicas, como é o caso do enduro. Entretanto, diversos aspectos da conformação e dinâmica são generalizados, obedecendo princípios básicos da simetria, proporcionalidade, forma e equilíbrio entre regiões do corpo. Às vezes, um defeito está sendo compensado por uma ou mais qualidades, perdendo a sua importância.

CASCOS - Raros são os casos de cascos perfeitos. Raros são os cavalos que não exigem o uso de ferraduras para a prática do enduro, devido ao intenso e longo período de treinamento, o desgaste nas competições, além da melhor estabilidade proporcionada pelas ferraduras. Os principais problemas são:


casco de burro- É estreito e de talões altos. A pressão concentra-se sobre os talões, havendo absorção deficiente dos impactos;casco achinelado - Os talões são baixos e as pinças alongadas sendo, geralmente, largo entre os quartos. Os talões serão danificados com facilidade, a pinça quebradiça e a sola permanentemente exposta às lesões;
casco encastelado - Assemelha-se ao de burro, pois são estreitos, mas os talões não são necessariamente altos, mas sim contraídos e, em alguns casos, escorridos, com diminuição do diâmetro médio-lateral (quartos estreitos);cascos quebradiços - A sola e a parede apresentam consistência fraca. Os cascos não suportam por tempo prolongado o processo da contração e expansão.


Membros

Pela sua maior importância para um cavalo endurista, os cascos foram abordados à parte. Em continuidade, vêm as quartelas. As contra indicadas são as de inclinação acentuada ou as curtas e fincadas. As primeiras favorecem as lesões nos boletos, tendões e ligamentos. No outro caso, os andamentos tornam-se mais ásperos, com dificuldades no amortecimento dos choques, favorecendo o estabelecimento de lesões diversas.Nos boletos, os desvios sobrecarregam o osso sesamóide, tendão flexor e ligamento sesamóideo distal, podendo provocar edema com processo doloroso, de cura demorada.
Nos joelhos, diversos desvios podem resultar em afecções graves: joelhos cambaios, transcurvo ou ajoelhado. São desvios que também interferem na eficiência dos andamentos.
Nos jarretes, os desvios mais graves são os de jarretes fechados ou excessivamente retilineos. Uma angulação normal dos jarretes deve favorecer a sua rotação sobre seu próprio eixo, na recepção e impulsão do peso do cavalo.A estrutura muscular, quando deficiente nos membros, precisa ser fortalecida ao longo de um programa de condicionamento. Porém, cuidado, cavalos excessivamente musculados cansam com maior facilidade, devido à maior liberação de ácidos láticos no sistema muscular.

Tronco

A região dorso-lombar é a mais crítica, devendo apresentar direcionamento retilíneo, sem excessos de comprimento, com forte sustentação muscular e boas ligações entre dorso/cernelha e lombo/garupa. As deficiências de ligações podem resultar no declínio da eficiência dos andamentos em termos de equilibrio, regularidade, estilo, velocidade e até mesmo na comodidade.

Pescoço e Cabeça

A cabeça deve ser analisada em termo da presença de sinais que indicam o temperamento do animal ou alguma situação anormal. Assim a mobilidade excessiva indica um animal nervoso; voltadas para trás, uma animal com raiva ou medo e quando flácidas indicam esgotamento físico, dor ou anormalidade clínica. Já os olhos, devem evidenciar expressões sadias. Atenção com os cavalos de olhar pálido, triste, pode ser indicativo de cansaço extremo ou anormalidade clínica. Ainda na cabeça, as narinas grandes e flexíveis, indicam boa capacidade respiratória.
Quanto ao pescoço, evite os cavalos de pescoço curto, pois exigem mais energia para a manutenção do equilibrio dinâmico dos andamentos, devido aos movimentos pouco elásticos e flexionados. Pelas mesmas razões, o pescoço excessivamente musculado é indesejável no cavalo endurista.


Andamento

Qualquer quer seja o andamento executado - passo, marcha, trote ou galope, este deve ter equilibrio, suavidade, energia de movimentos (a exceção é o passo livre) bom estilo, cadência e regularidade. São aspectos fundamentais para o bom desempenho do cavalo endurista. Caso contrário, haverá um consumo extra de energia, que poderá ser um fator definidor de uma derrota.Torna-se imprescindível montar o cavalo para avaliar precisamente suas virtudes e deficiências nos andamentos, em todas as velocidades. Um bom endurista deve ser hábil na manutenção prolongada de andamentos cadenciados, particularmente ao passo livre, que serve para relaxamento muscular e descanso dos sistemas circulatório e respiratório; ao passo médio, muito utilizado nas trilhas estreitas de encostas e descidas íngremes; marcha ou trote médio e alongado e galope lento. Não são recomendados os galopes reunido e de trabalho, pois queimam mais energia. Portanto, para efeito da recuperação de tempo perdido, recomenda-se o galope lento, que é mais relaxado.


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